liderança e motivação

Liderança e Motivação: como conciliar?

Liderança e motivação nunca foram tão necessárias.

As organizações estão percebendo que para sobreviver neste mundo cada vez mais globalizado e exigente é preciso gente engajada. E gente que saiba realmente engajar. Isso porque desenvolver lideranças capazes de instigar pessoas a entregarem o seu melhor desempenho é o que garante bons resultados.

As abordagens tradicionais de hierarquia e controle já não sustentam a motivação desta geração de profissionais. Colaborar em rede virou regra para manter-se no mercado. Já é normal encontrarmos empresas concorrentes unindo-se em torno do mesmo problema para resolvê-lo em conjunto.

Assim, tornou-se urgente construir habilidades de liderança, promovendo ambientes colaborativos onde haja interdependência e iniciativa. Resolver questões cada dia mais complexas exige competências de colaboração e empatia. Mas como fazer isso?

Em primeiro lugar você precisa saber que, para liderar, é preciso gostar de pessoas e estar disposto a desenvolve-las. Gestores precisam aprender a oferecer desafios que façam funcionários sentirem-se realmente motivados e colocando suas melhores habilidades em prática. Estimular para que trabalhem no que os pesquisadores da universidade de Chicago, chamaram de Flow ou estado de fluxo.

São aqueles instantes que você está totalmente voltado para alguma atividade. Não percebe o tempo passar pois está entregue ao que faz. Suas habilidades se superam quando você se foca nisso. E esta sensação de superação aciona áreas de bem estar em seu cérebro. A base de um cérebro feliz está em encontrar o que lhe causa esse estado.

Mas o quê fazer para conciliar liderança e motivação?

Desenvolver líderes preparados para desenvolverem outros líderes, superando suas inseguranças. Assim, é preciso entender que a liderança pressupõem desenvolvimento de pessoas para o crescimento de toda a organização.

O líder precisa trabalhar pelo bem comum e a falta de Inteligência emocional dificulta e emperra essa visão. Pessoas funcionam bem melhor quando sentem-se valorizadas e dignificadas e o desenvolvimento da IE nesse contexto é fundamental.

Diversos especialistas já comprovaram que a motivação está muito mais ligada ao desafio do aprendizado do que a recompensas materiais. Os motivos para ação – motivação – quando encontrados através do propósito, instigam e desafiam a superação através das próprias habilidades. Isso gera um sentimento que fortalece a autoestima e lhe chama a ir mais além, inspirando pessoas a serem melhores.

Resumindo: As empresas precisam entender que funcionários aumentam sua performance quando desafiados a colocar em prática seu know-how.. Acima de tudo quando atuam em ambientes de confiança. Locais onde sintam-se seguros a empregarem o que sabem e trazer a tona suas melhores ideias. A inovação e criatividade estão intimamente ligadas a estes espaços de confiança.

Porque se você não tem certeza que suas ideias serão consideradas, como irá sentir-se a vontade para as expor? E imagina quantas ideias arrojadas e inovadoras já foram perdidas por causa disso.Assim, aquelas organizações que querem elevar sua performance precisam alinhar expectativas individuais – propósitos e objetivos de cada um.

Da mesma forma que precisa aplicar seus talentos de forma a instigá-los a superarem-se a cada dia. Líderes são desenvolvedores de competências comportamentais, o que envolve fortalecer a autoestima e dar segurança aos seus liderados. Isso garante o sentimento de autovalor, além de mobilizar a energia criativa da equipe, gerando inovação e melhoria continua.

Como encontrar motivação (especialmente a auto-motivação) em tudo aquilo que fazemos?

Primeiro de tudo é preciso pesquisar sobre si. Investir no autoconhecimento, construindo uma autoestima saudável, com um bom diálogo interno. Isso viabiliza a construção a orientação para metas e objetivos. Analisar quais as habilidades bacanas temos e quais as atividades amamos fazer, gera motivos para ação: motivação.

Porque isso é fundamental para entendermos melhor qual nosso propósito de vida. Pela razão que é algo intimamente ligado aos nossos valores, ou seja, àquilo que é mais importante para cada um. Viver de acordo com estes valores gera um forte significado e senso de contribuição para si e para o mundo.

Além disso, para trilhar este caminho é preciso trabalhar para fortalecer a inteligência emocional. Construir uma autoestima fortalecida que possibilite encarar todos os medos e inseguranças que esta escolha acarreta. É um aprendizado que pode ser difícil, mas certamente trará muita qualidade de vida e bem estar.

Medos e angústias fazem parte do caminho, mas indivíduos emocionalmente fortes são capazes de ultrapassarem estes medos, de forma a superarem-se e ultrapassarem dúvidas e medos a seu próprio respeito, fortalecendo sua segurança interna.

Colocar objetivos alinhados com nosso propósito e valores mais profundo, gera determinação para enfrentar os desafios diários. Quando você precisa levantar as 5 da manhã sem nenhum sentido, isto se torna muito difícil e doloroso. Em contraste, quando preciso levantar a este horário sabendo que tenho um motivo maior, isso toma um sentido diferente. Saber que estou fazendo isso porque me levará a alcançar algo alinhado ao meu propósito torna as coisas mais fáceis.

O modelo de Inteligência Emocional nos convida a ampliar a autopercepção, tornando-se mais consciente de como pensa e sente, para que possa entender melhor o que lhe motiva e desafiar-se através de objetivos que estejam alinhados com seus valores mais profundos. Assim dá pra viver uma vida com muito mais propósito e sentido.

Liderança e motivação: é preciso saber relacionar-se

Liderança e motivação envolvem relacionamentos e quem possui uma boa interação facilita o andamento do ambiente de trabalho. Líderes precisam entender que não podem se colocar na equipe de forma a autoafirmar-se de alguma forma. A inabilidade emocional tem criado muito sofrimento psíquico em empresas e organizações.

Líderes mau preparados, que colocam-se na equipe de forma a atender seus próprios interesses. Parece que possuem uma necessidade de sobrepor-se e diminuir pessoas para sentirem-se fortes, devido as suas inseguranças e medos.

O gestor que atua no grupo para atender seus próprios interesses não é um líder e dificilmente construirá resultados sustentáveis. Como resultado irá tirar a motivação e o entusiasmo com seu egoísmo. Líderes são incentivadores e provocadores da autoestima de seus liderados. Certamente para que isso ocorra precisam estar conscientes de suas questões emocionais, desenvolver seus gaps e assim tornarem-se melhores.

Equipes organizacionais que não possuem líderes que incentivem um bom clima organizacional, costumam operar no modo de sobrevivência. Por trabalharem na falta de confiança, o foco no objetivo final da excelência fica bastante prejudicado.

O medo e a ansiedade fazem a equipe perder tempo com fofocas, puxões de tapete, disputas e intrigas. Esse clima organizacional não cria resultados eficientes a longo prazo e sempre irá impactar negativamente de alguma forma. Como consequência, a empresa irá enfrentar problemas, seja na baixa motivação dos funcionários, seja na falta de qualidade do produto final.

Bons resultados, engajamento e dedicação para resolver problemas são resultado de uma equipe motivada. E a base para isso é a fazer com que as pessoas sintam-se respeitadas em sua individualidade e inspiradas a serem melhores. E isso só acontece quando o líder é um motivador.

Quer levar uma palestra para a sua empresa ou conhecer mais sobre meu trabalho? Acesse aqui e vamos conversar!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *